O início do Peer-to-Peer Lending no mundo

Se você acompanha nosso blog, já deve estar por dentro dos conceitos que englobam a modalidade Peer-to-Peer Lending. Mas saber como tudo isso começou, como essa modalidade de investimento surgiu, nos ajuda a entender um pouco mais sobre a necessidade de mercado que ela preenche. 

Como falamos no post “Peer-to-Peer Lending: empréstimo coletivo que virou investimento”, tudo começou com a plataforma inglesa “Zopa”. Em 2005 ela nasceu com o objetivo de trazer uma experiência de investimento mais simples e rentável para a pessoa física que desejava investir. Hoje, eles já emprestaram mais de 4 bilhões de Libras a mais de meio milhão de pessoas e empresas, gerando uma rentabilidade de 250 milhões de Libras para seus investidores.

Nos anos seguintes, nos Estados Unidos, surgiram mais plataformas neste modelo. Nestes primeiros anos, toda as empresas no modelo P2P enfrentaram problemas para conseguir estabelecer sua legitimidade nos países em que atuavam, no entanto, isso não foi o suficiente para impedir a conquista de novos adeptos à modalidade. Em 2014, por exemplo, tamanha era a relevância das operações advindas dessas plataformas, que o governo inglês reconheceu a necessidade de regularizar o Peer-to-Peer Lending. 

Hoje, a plataforma americana Lending Club lidera o ranking dos principais players do mundo neste setor publicado pela Fisher. A Zopa, precursora da modalidade no mundo, aparece em quarto lugar. Entre as principais também estão as americanas Prosper, Shrarestates, as britânicas, Rate Setter, Funding Circle, MarketInvoice, Maneo, Thin Cats e Mintos, da Letônia. Juntas, essas 10 fintechs de P2P já movimentaram mais de U$$ 82 bilhões, e receberam em retorno, mais de U$$ 3 bilhões.

No Brasil, a primeira plataforma que seguia o modelo P2P surgiu no ano de 2010, mas foi somente em 2014 que o Peer-to-Peer Lending brasileiro começou a ganhar força, por meio de operação estruturadas que envolviam também outras instituições financeiras como intermediários. Com o passar dos anos, os números apontam o crescimento exponencial dessas plataformas. O Brasil hoje supera a estimativa de R$ 200 milhões em operações no país. O mesmo documento expõe a existência de dezenas de plataformas no país, agrupadas em diferentes nichos, como o setor imobiliário, por exemplo.

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