Para (quase) todo mundo: os produtos disponíveis para investimento no Setor Imobiliário

Nas últimas semanas falamos bastante sobre Peer-to-Peer Lending como modalidade de investimento no setor imobiliário, mas esta não é a única opção para quem deseja investir neste mercado. Existem opções mais tradicionais e conhecidas do público investidor brasileiro. Hoje falaremos um pouco sobre elas.

Existe uma maneira comum de se investir no setor: comprando imóveis comerciais ou residenciais, prontos ou em planta, com a finalidade de serem vendidos após a valorização patrimonial ou alugados (para garantir uma renda mensal extra). Como por exemplo, há alguns anos, a cidade do Rio de Janeiro pôde sentir a valorização imobiliária graças aos Jogos Olímpicos de 2016 e a Copa do Mundo em 2014. Na época, em reportagem ao G1, o Ministério do Esporte divulgou que dos 55 setores que mais ganhariam com as Olimpíadas, o setor imobiliário estava em segundo lugar, sentindo 6,3% dos efeitos totais, logo quem comprou um imóvel pensando na valorização em decorrência desses eventos, pode ter realizado bons ganhos. Também é possível investir em terrenos, pois pode acarretar grande lucro a longo prazo, visto que existe a possibilidade de valorização do local.

Há quem compre imóveis antigos para reformar e novamente pôr à venda, essa modalidade é conhecida como flix &flip. Aqui o investidor dispõe de capital tanto para compra, quanto para reforma do imóvel, e obterá retorno na venda ou locação.

Outra maneira de investir no mercado de imóveis é por meio da incorporação imobiliária. Grandes investidores, com uma certa experiência de mercado, podem acessar construtoras e incorporadoras do setor sem intermediários, para investir diretamente em determinado empreendimento. Eles podem investir sozinhos ou em grupo. É comum que um grupo de pessoas dispostas a investir quantias significativas, se juntem para levantar o dinheiro necessário para um empreendimento ser construído. Sendo assim, eles ganham uma participação ativa nos lucros dele, quando as vendas se iniciarem.

O que as modalidades acima possuem em comum é que, todas necessariamente são para investidores que dispõe de grandes quantias para investir, e, portanto, não estão acessíveis a todos que desejam investir no setor. Mas há opções para tickets menores, como os Fundos de Investimento Imobiliários, ou simplesmente FIIs. Nessa modalidade o investidor tem acesso à carteiras que possuem ativos físicos (imóveis) ou ativos do setor e dessa forma investir no setor, sem necessariamente comprar um imóvel, eles se juntam para investir em ativos imobiliários.  as aplicações são feitas em diversos tipos de investimentos no setor imobiliário, seja no desenvolvimento de novos empreendimentos ou em empreendimentos já prontos, como shoppings, edifícios comerciais e até hospitais.  O dinheiro que cada investidor do grupo aplicou no fundo é administrado por um gestor, e será ele o responsável por encontrar boas oportunidades de investimento.

Outra possibilidade de investir no setor é via Títulos de Crédito imobiliário.  São títulos de renda fixa lançados por instituições financeiras que usam os créditos imobiliários como forma de remuneração. O comprador do título empresta dinheiro para um banco, que emprega o valor investido para financiar a construção e aquisição de imóveis por terceiros. Parte dos juros que o banco ganhará com esta operação será repassado para o investidor como rentabilidade. São 3 os tipos de título no setor imobiliário:

– LCI (Letra de Câmbio Imobiliário): são títulos emitidos para financiar diretamente empresas do mercado imobiliário. Eles são isentos do Imposto de Renda, e os rendimentos líquidos podem superar o CDB (títulos onde o investidor empresta dinheiro para um banco).

– CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários): Os investidores do CRI, ao fazerem a aplicação investem no mercado imobiliário, pois estão antecipando crédito ao setor. Aqui o investimento acontece quando as incorporadoras vendem unidades ainda em construção. Ao invés de esperar o tempo necessário para os pagamentos das parcelas, ela contrata uma securitizadora, que irá transformar essa dívida em títulos de crédito, antecipando assim, o pagamento das parcelas. Isso acontece porque a dívida será transformada em títulos de crédito, e neles é possível investir. Assim como nos títulos de renda fixa, no CRI é possível saber no ato de investir, como será calculada a rentabilidade, assim como quando ela será paga ao investidor.

– Letras Hipotecárias: são os títulos de renda fixa garantidos por créditos lastreados em hipotecas. O prazo mínimo para aplicação é de 6 meses, sendo que quanto maior o vencimento, maior será a rentabilidade. Aqui ela estará atrelada a um indexador, como o CDI, TJLP ou TR.

                E como já falamos nos posts anteriores, o investidor que deseja adentrar o setor imobiliário pode investir em plataformas Peer-to-Peer Lending ou Crowdfunding voltadas para este mercado. Quer saber mais sobre essas modalidades? Clique aqui.

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