Taxa Selic está em sua mínima histórica. E agora?

Depois de muita espera do mercado como um todo, foi definido no dia 18 de setembro, pelo Comitê de Políticas Monetárias (COPOM) mais uma diminuição da Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia. O corte foi de 50 pontos-base, que fez a Selic sair de 6,0% para 5,5% ao ano, uma nova mínima histórica. Na reunião anterior, a taxa que estava intacta em 6,5% desde março de 2018 já havia sido diminuída para 6% ao ano.

É possível consultar todo o histórico da Selic: clique aqui. 

Fazendo uma comparação com o passado, a taxa Selic que já esteve em seus 14,15% ao ano em 2015 e 2016 fazia com que os investidores ficassem confortáveis e satisfeitos em investimentos mais conservadores como, por exemplo, CDBs que rendiam 100% do CDI e até mesmo títulos do Tesouro Direto, que são considerados papéis com baixíssimo risco. Neste cenário, não havia muita necessidade de correr mais riscos, pois, os rendimentos que estavam sendo entregues de forma mais “segura” já eram satisfatórios.   

Atualmente, com juros em patamares cada vez mais baixos, os investidores, que já não estavam muito felizes com os resultados obtidos em investimentos mais conservadores, precisarão diversificar ainda mais suas carteiras em busca de maiores retornos. De que forma isso pode ser feito? Títulos de renda fixa com taxas pré-fixadas ou que paguem um percentual significante acima do CDI, podem ser uma boa opção. Além disso, pode ser o momento para expandir os seus horizontes e conhecer novas frentes e modelos de investimento, entender seus riscos – sim, investir tem risco, ainda que baixo! –  e obter bons retornos. Mas, uma coisa é certa, diferentemente do cenário encontrado em 2015 e 2016, não será possível conseguir bons retornos sem correr riscos, que podem ser minimizados com auxílio de profissionais que ajudem a identificar boas oportunidades.

Lembre-se: Diversificar é preciso!

De acordo com o último relatório Focus, a projeção de inflação para os próximos 12 meses está em 3,41% fazendo assim com que os investidores fiquem com juros reais em aproximadamente 2,02% ao ano.

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